domingo, 4 de julho de 2010

FOI ASSIM...

Explico aqui por que Miguel é prematuro.
Tudo ia muito bem até chegarmos do quinto para o sexto mês (não me lembro as semanas). Fizemos uma Ultra-sonografia Obstétrica. Na hora do exame a médica mandou a seguinte frase: “ É... parece que há uma resistência nas suas artérias uterinas.”
Na hora tocou o alarme (eu estava adivinhando) e ela muito fofa ao meu desespero falou: “Não é nada, não. È só uma resistência, mas é normal na sua idade gestacional.”
Ela era fofa demais. E eu costumo ter medo de gente fofa. Nunca passam a realidade da situação. Mas acabei me deixando levar e esperei a consulta Pré Natal tranqüilamente. Afinal, ela foi tão fofa...
E eu fui trouxa. E não deu outra, a pessoa fofa escreveu no laudo, que diferente do que ela me disse fofamente, o bicho tava pegando para o meu lado.

A tal da DHEG

Não serei fofa. Serei prática e objetiva.
Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG). Foi isso que eu tive. Esse troço aumenta a pressão arterial e causa uma alteração placentária, com retardo de crescimento uterino. Não há uma causa para a doença e o único tratamento é o controle durante a gestação.
No meu caso, ela aconteceu muito cedo, obrigando a obstetra a me acompanhar semanalmente com visitas e ultra-sonografias a partir do 6º mês. Quando chegamos a 28ª semana de gestação, Miguel chegou também ao seu limite. E durante um último exame já no hospital, aconteceu o que os médicos chamam de Centralização. Explico. O bebê começou a entrar em sofrimento e se esperássemos mais um pouco, as conseqüências seriam muito mais graves. Foi a decisão correta.
Agora Miguel precisa crescer e se desenvolver fora da barriga o que não foi possível dentro.

Por Carolina Jardim

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