Dessa vez não vou fazer propriamente um texto. Resolvi homenagear e de certa forma apresentar a vocês algumas das pessoas que cuidam das crianças na UTI Neo Natal, e que estão mais próximas a Miguel.
O que fiz foi perguntar a elas o que é cuidar dessas crianças que não são seus filhos – mas também são. Eis aqui seus depoimentos:
• O que é para você cuidar desses bebês?
“Eu gosto eu mesma de “furar” por que eu sei – modéstia a parte – que será bem feito”. (Ana Maria – mãe Lais, Mayra e Juliana - Téc. De Enfermagem do laboratório que colhe os exames de sangue da criançada)
”Aqui é uma extensão da minha casa. São crianças especiais” (Mônica, enfermeira, mãe do Pedro )
“É meu segundo papel nessa vida (depois de ser mãe)”. (Dra. Gabriela, mãe do Guilherme e da Beatriz – médica responsável pelo “Eco”)
“Como uma responsabilidade muito grande. Por que essas crianças são o verdadeiro sonho dos pais, que esperaram muito tempo e na maioria das vezes não terão oportunidade de ter outros filhos. Por isso, tento sempre fazer o melhor possível para o bem estar dos bebês e dos pais. E eu amo demais, não presto para outra coisa.” (Magny, Téc. de Enfermagem, não é mãe – ainda).
“São a luz do meu trabalho. É demais trabalhar para eles. Eu trabalho mais para eles do que para mim.” (Etiene, fisioterapeuta, não é mãe, mas cuida da respiração do Miguel).
“Tenho muito carinho por eles. Acho que nosso sentido maior é poder fazer com que eles possam ir embora nas melhores condições possíveis.” (Luciana, enfermeira, não é mãe)
“É uma coisa que eu gosto muito. Que me faz bem. É uma satisfação. É importante para eles serem bem cuidados.” (Fabiana, Tec. De Enfermagem, não é mãe, mas cuida do Miguel todas as tardes.)
”Eu amo o que eu faço. E não sei fazer outra coisa que não seja isso. Se me tirar daqui, perco a referência.” (Sabrina, Téc. de enfermagem, mãe da Kaylane e do Icaro)
“Eu tenho uma dádiva de ter escolhido uma profissão onde o que eu penso e o que eu faço pode alterar o destino dos pacientes. E quando a gente consegue superar os desafios é muito gratificante.” ( Dra. Miriam, pediatra, mãe da Carolina – pegou e cuidou do Miguel na hora da cesariana e cuida ainda hoje).
“È uma satisfação enorme. Diariamente uma batalha pela vida. Eu amo o que eu faço. Não faria outra coisa na vida”. (Dra. Andréa, pediatra – não é mãe).
“É gratificante. Principalmente esses pequenininhos igual ao Miguel. E o que me mais toca ainda é a dedicação dos pais, o empenho.” ( Dr. Joaquim, pediatra – pai do Francisco, da Maria Clara e avô da Beatriz).
“É uma outra responsabilidade. A gente se apega demais. A gente fica feliz com cada vitória e chateado quando eles regridem um pouquinho.” (Simone, Téc. De enfermagem).
“É tudo. Uma baita realização. Muita responsabilidade, mas muito prazer e muito retorno. Há algumas perdas e uma renovação. Todos os dias eu me renovo. É como ser mãe deles, de uma maneira figurativa. Mas sou mãe deles.” (Dra. Paola, pediatra, mãe do Piero e do Matheus – acha Miguel um pentelho por ter tantas complicações).
“ Para mim é tudo cuidar deles. Não tem outra coisa que não seja isso. Eu me orgulho muito de mim por saber cuidar deles. É um dom divino, que Deus escolhe a dedo quem vai cuidar deles. E eu fui escolhida.” ( Renata - Téc. De enfermagem, mãe da Julia – cuida – muito bem - do Miguel todos os dias).
Carol, minha velha amiga... Faz algum tempo que não nos falamos e fui surpreendido com essa notícia... Cara, estou rezando aqui diariamente por você e pelo Miguel... Peço a Deus que aconteça o que for melhor pra vocês dois.... Beijos, sorte e cuide-se e cuide bem dele... Todo o amor do Mundo mande pra ele nesse momento. Guilherme Nassar e familia
ResponderExcluirQue demais essas respostas... são anjos!
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